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Perto do Sol é Mais Claro: Reginaldo Faria e o cinema como cura

Aos 88 anos, Reginaldo Faria estreia novo filme nos cinemas em 14 de maio. Saiba tudo sobre "Perto do Sol é Mais Claro": enredo, elenco e bastidores.

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Daniel Krust
··6 min de leitura
Reginaldo Faria em cena intimista de drama brasileiro sobre luto e envelhecimento, em preto e branco

Perto do Sol é Mais Claro: Reginaldo Faria e o cinema como forma de encarar a vida

Um dos maiores atores do cinema brasileiro volta às telas com uma obra que fala diretamente sobre o peso do tempo — e sobre como seguir em frente mesmo carregando ele.

O drama Perto do Sol é Mais Claro, dirigido por Regis Faria, chega aos cinemas no dia 14 de maio de 2026. Com distribuição da O2 Play em parceria com a RioFilme, o longa é aguardado como um dos destaques do cinema nacional neste ano — e chega precedido de prêmios, festivais e muito afeto familiar.


O filme: luto, solidão e a coragem de recomeçar

O longa apresenta um retrato sensível de Rêgi, um engenheiro carioca de 85 anos que enfrenta o luto pela perda da esposa. A narrativa percorre as delicadas camadas do envelhecimento, revelando a resiliência, o afeto e a capacidade de reinvenção diante das ausências.

Esse momento inicial é feito de silêncios — um barulho ensurdecedor de quem vive a solitude após um luto recente. A passagem do tempo é marcada por ações do dia a dia do personagem, como preparar o café ou pegar um livro na estante. Mas, mesmo enfrentando uma fase dolorosa, o protagonista Rêgi subverte a ideia de que está na hora de se aposentar, se recolher, se aquietar.

Rêgi, de 85 anos, se sente uma pessoa invisível na sociedade — e verbaliza isso. Mesmo assim, se dá ao direito de recomeçar: coloca em prática o antigo desejo de ser escritor, usando uma máquina de escrever. Além disso, ele dá uma segunda chance para o amor, ao reencontrar a filha de um amigo, 30 anos mais nova que ele, e engatar um relacionamento.

A narrativa percorre as delicadas camadas do envelhecimento, revelando a resiliência, o afeto e a capacidade de reinvenção diante das ausências. Ao abordar a velhice a partir de uma perspectiva que valoriza a vitalidade, o desejo e a potência criativa, o filme propõe um olhar contemporâneo e humanizado sobre essa etapa da vida.


A fotografia em preto e branco: uma escolha poética

As cenas da prévia revelam mais detalhes da atmosfera sensível e intimista do filme, que, em preto e branco, promete abordar temas delicados como solidão, resiliência e o poder do amor diante das complexidades do envelhecimento.

A fotografia em preto e branco ganha importância e busca atingir um ar poético — que funciona em alguns momentos, em outros nem tanto. Mesmo quando o resultado não é unânime entre os críticos, a escolha estética reforça o caráter atemporal da obra e ressalta a expressividade do protagonista. Contando com o carisma e forte presença de Reginaldo Faria — um dos grandes nomes do cinema brasileiro ao longo de toda sua história —, o filme tenta construir um recorte familiar e apresentar as construções de novas emoções em um momento da vida em que as memórias se chocam com as mudanças constantes do mundo.


Um projeto de família — literalmente

Um dos aspectos mais marcantes do longa é o fato de ser uma produção inteiramente familiar.

O elenco reúne ainda Marcelo Faria e Candé Faria, destacando o caráter familiar da produção, dirigida e roteirizada por Regis Faria. Regis, Marcelo e Candé são os três filhos do protagonista. A atriz Vannessa Gerbelli também integra o longa, em papel de destaque.

O projeto começou a se desenhar durante a pandemia, em 2022, quando Reginaldo foi morar com Regis por um período. O diretor pegou sua câmera e passou a filmar o pai em uma obra que ele estava fazendo em sua casa — são imagens que aparecem nas primeiras cenas do filme. Todas as cenas da obra foram feitas sem roteiro, mas, depois, Regis se viu obrigado a escrever o script a partir delas.

Este é o primeiro trabalho de ficção do cineasta, que construiu carreira na televisão com participação em 16 novelas e 14 minisséries, além de longa-documentários.


Reginaldo Faria: 88 anos de estrada e nenhuma pressa de parar

Reginaldo Figueira de Faria nasceu em 11 de junho de 1937, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, e soma hoje 88 anos de idade e 67 anos de carreira.

Entre os filmes mais relevantes de sua trajetória como ator estão O Assalto ao Trem Pagador (1962), Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), Pra Frente Brasil (1982) e Memórias Póstumas de Brás Cubas (2001).

No lugar de "recomeço", Reginaldo prefere termos como "novo ciclo" ou "nova história" — a observação de quem, em mais de 70 anos de carreira, talvez dê agora vida ao personagem mais próximo da sua própria realidade.

Aos 88 anos, Reginaldo mantém uma agenda ativa no audiovisual brasileiro, incluindo projetos ao lado do filho, e interpreta um personagem que encara as dores e descobertas da velhice, passando pelo luto e pela possibilidade de recomeçar, inclusive no amor. A produção chega aos cinemas e marca mais um capítulo na trajetória do ator, que segue ativo e aberto a novos desafios.


Prêmios e festivais: a trajetória antes do lançamento

O filme já circulou por festivais nacionais e internacionais antes de chegar ao circuito comercial.

  • Na 27ª edição do Festival do Rio, em 2025, aos 88 anos, Reginaldo Faria recebeu o Troféu Redentor por sua trajetória artística.
  • No Los Angeles Brazilian Film Festival, o filme recebeu os prêmios de Melhor Ator e Melhor Trilha Sonora.
  • O filme faz parte da programação do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, onde oito longas de ficção foram selecionados para a mostra competitiva e vão concorrer ao Troféu Jangada de Melhor Filme.

O que dizem os críticos

Temas como perda, envelhecimento e recomeço são apresentados por meio da atuação marcante de Reginaldo Faria, levando o público a se emocionar e refletir sobre as questões abordadas.

A atuação de Reginaldo Faria é algo que cativa quem assiste: a riqueza de detalhes evidencia tudo aquilo que o personagem está sentindo em cena — saudade, luto, raiva, irritação e até alegria.

Em resumo, o projeto convida o espectador para explorar emoções profundas no compartilhamento de sentimentos não ditos — algo bem complexo de se transmitir.


5 filmes para ver antes (ou depois) de assistir

Se Perto do Sol é Mais Claro despertou seu interesse por dramas sobre envelhecimento, luto e reinvenção, vale expandir a maratona com esses títulos:

  1. Amour (2012, Michael Haneke) — Palma de Ouro em Cannes; retrato devastador de um casal lidando com a doença e o fim da vida.
  2. Nebraska (2013, Alexander Payne) — também em preto e branco, sobre um pai idoso e a relação com o filho. Tocante e minimalista.
  3. A Separação (2011, Asghar Farhadi) — drama familiar denso com personagens em colapso. Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
  4. De Volta Para Casa (2016, Edoardo Ponti) — Sophia Loren aos 86 anos em papel de avó que reencontra a família. Disponível na Netflix.
  5. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977) — para quem quer ver Reginaldo Faria no auge do cinema policial brasileiro.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quando estreia Perto do Sol é Mais Claro?

O longa-metragem chega aos cinemas no dia 14 de maio de 2026, com distribuição da O2 Play em parceria com a RioFilme.

Quem são o diretor e o elenco do filme?

O filme é protagonizado por Reginaldo Faria no papel de Rêgi, um engenheiro carioca de 85 anos. O elenco reúne ainda Marcelo Faria e Candé Faria, com a produção dirigida e roteirizada por Regis Faria. A atriz Vannessa Gerbelli também integra o longa em papel de destaque.

O filme vale a pena assistir?

O longa envolve o espectador com reflexões sobre envelhecimento, luto e a possibilidade de recomeçar, apresentado em tom intimista que convida a observar cada detalhe da vida do personagem principal. Para quem aprecia dramas humanos e cinema brasileiro de qualidade, é uma das estreias mais esperadas de maio de 2026.

Tags:#Cinema Brasileiro#Lançamentos 2026#Drama#Reginaldo Faria#Filmes Nacionais#Envelhecimento

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