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Garance: Adèle Exarchopoulos brilha em Cannes 2026

Garance chega em Cannes 2026 com Adèle Exarchopoulos num retrato brutal e honesto do alcoolismo feminino. Saiba tudo: elenco, direção e onde assistir.

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Daniel Krust
··5 min de leitura
Adèle Exarchopoulos como Garance, jovem atriz alcoolista, em cena noturna de bar parisiense no filme Garance de Jeanne Herry (Cannes 2026)

Garance: Adèle Exarchopoulos entrega atuação devastadora em Cannes 2026

Tem filmes que chegam em Cannes prontos para serem esquecidos. Garance não é um deles. Primeiro longa de Jeanne Herry em competição em Cannes, o filme foi apresentado no domingo, 17 de maio, no Grand Théâtre Lumière — e saiu de lá com o nome de sua protagonista sendo sussurrado como favorita ao prêmio de melhor atuação.


O que é Garance?

Garance é um drama francês de 2026, escrito e dirigido por Jeanne Herry, com Adèle Exarchopoulos, Sara Giraudeau e Rudgy Pajany no elenco principal. Garance é uma jovem atriz — não uma estrela. Ela se vira como pode, encontrando combustível e conforto no álcool. Ao longo de uma jornada de oito anos, ela bebe cada vez mais. Até que a morte começa a rondar.

O roteiro nasce da fusão de dois assuntos que Jeanne Herry queria transformar em filme: a dependência do álcool e a vida dos atores em luta. O resultado é uma obra que recusa o melodrama fácil e mergulha fundo na banalidade do vício — e é justamente aí que o filme acerta em cheio.


A direção de Jeanne Herry: sem julgamentos, sem clichês

Jeanne Herry é filha da atriz Miou-Miou e do cantor Julien Clerc, e autora de Pupille (2018). Com Garance, ela leva sua filmografia a um nível de maturidade novo.

O filme avança por elipses, vozes narrativas e tema musical que dão a sensação de atravessar a vida de Garance, e não apenas de contá-la. O álcool se torna quase um personagem à parte — sempre presente num canto do enquadramento, num copo que se enche mecanicamente. Evitando todos os clichês habituais sobre o alcoolismo, Jeanne Herry filma ao contrário: o negacionismo, a banalidade do perigo, a forma como Garance acredita que ainda consegue controlar tudo.

Herry apresenta cenas completas de Garance atuando e dublando com alegria — e, felizmente, não marca em capítulos rígidos os eventos crescentes de sua vida. Em vez disso, confia na inteligência do espectador e usa detalhes de maquiagem e design de produção como marcadores da história que conta de forma cronológica.

Retratar o alcoolismo a partir de um ponto de vista feminino é mais raro do que parece no cinema. Nesse sentido, Garance ocupa um espaço importante — e necessário.


Adèle Exarchopoulos: performance de outro nível

Se há uma razão para ver Garance agora, ela tem nome e sobrenome.

A atuação é competente e bem interpretada graças a uma performance candente de Adèle Exarchopoulos, que incorpora perfeitamente o pessimismo e a teimosia de alguém que acredita poder largar uma substância em torno da qual construiu sua própria alma.

Existe uma bela ironia no filme: ver Adèle Exarchopoulos interpretar uma atriz invisível ou fracassada, dependente do desejo dos diretores, quando ela é justamente uma das atrizes francesas mais requisitadas de sua geração. Essa tensão entre a estrela real e o fracasso encenado atravessa cada cena e dá à performance uma camada extra de vertigem.

Exarchopoulos claramente marcou pontos na corrida pelo prêmio de atuação do festival — e isso diante de duas imensas atrizes presentes na sala Lumière: Cate Blanchett e Julianne Moore.

Vale lembrar: em 2013, Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux receberam a Palme d'Or por suas atuações em La Vie d'Adèle, de Abdellatif Kechiche — um feito inédito na história do festival.


O que a crítica internacional está dizendo

As reações de Cannes foram majoritariamente positivas, com ressalvas pertinentes sobre o ritmo.

O site Variety descreveu Garance como "um drama sobre vício que é honesto, paciente e deceptivamente contido quando não erra para o lado do didatismo."

The Wrap destacou que a performance de Exarchopoulos é brilhante, mas o filme não tem identidade visual ou temática suficiente para se diferenciar de outras obras do gênero — o que pode decepcionar quem espera algo mais ousado numa vaga da Competição Principal.

O site francês Cinemateaser foi direto: se Garance às vezes tropeça em encontrar o equilíbrio certo para dizer o que quer dizer, Adèle o encarna com força.

O consenso geral aponta para um filme sólido, com uma atuação acima da média — não revolucionário na forma, mas verdadeiro e humano na essência.


Elenco e ficha técnica

Função Nome
Direção e roteiro Jeanne Herry
Protagonista (Garance) Adèle Exarchopoulos
Pauline Sara Giraudeau
Ethan Rudgy Pajany
Judith Sarajeanne Drillaud
Marianne Anne Suarez
Fotografia Antoine Cormier
Montagem Laurence Briaud
Música Pascal Sangla
Distribuição StudioCanal

As filmagens começaram em 2 de setembro de 2025, em Paris e arredores, além de Soulac-sur-Mer, na Gironda, e foram concluídas no início de dezembro de 2025.


Onde assistir Garance

Garance teve sua estreia mundial na Competição Principal do 79º Festival de Cannes, em 17 de maio de 2026, onde disputa a Palme d'Or e a Queer Palm.

O lançamento nos cinemas franceses, pela StudioCanal, está previsto para 23 de setembro de 2026. Ainda não há confirmação de data de estreia no Brasil nem de disponibilidade em plataformas de streaming — mas o circuito de cinema de arte e eventos como a Mostra Internacional de São Paulo são os caminhos naturais para um título desse perfil chegar ao público brasileiro.

A StudioCanal detém os direitos de venda internacional do filme, o que indica que distribuição em outros países deve ser anunciada nos próximos meses.


Vale a pena assistir?

Sim — especialmente pela performance de Exarchopoulos.

Garance não é o tipo de filme que vai sacudir o cinema mundial pela forma. É um drama contido, que aposta na observação em vez do espetáculo. Mas dentro dessa escolha, Jeanne Herry e sua protagonista entregam algo raro: um retrato do alcoolismo que não julga, não glorifica e não resolve tudo no final feliz. Garance enfrenta um tema difícil com graça profunda — e esse tipo de artesanato cinematográfico, tão fino que parece invisível, não aparece com frequência.

Para quem já amou La Vie d'Adèle ou Je verrai toujours vos visages, é uma visita obrigatória à filmografia de Exarchopoulos em plena maturidade.


Perguntas frequentes (FAQ)

Garance vale a pena assistir?

Sim. O filme tem uma das melhores atuações do Festival de Cannes 2026, com Adèle Exarchopoulos num papel devastador. A direção de Jeanne Herry evita clichês do gênero e entrega um retrato honesto do alcoolismo feminino, mesmo que o roteiro peque por acúmulo de temas em certos momentos.

Quando Garance estreia nos cinemas?

A estreia nos cinemas está marcada para 23 de setembro de 2026 na França. A data de lançamento no Brasil ainda não foi oficialmente anunciada.

Quem são os atores de Garance?

Garance foi dirigido por Jeanne Herry e estrelado por Adèle Exarchopoulos, Sara Giraudeau e Rudgy Pajany. Sarajeanne Drillaud e Anne Suarez também compõem o elenco principal.

Tags:#Cannes 2026#Drama#Cinema Francês#Adèle Exarchopoulos#Jeanne Herry#Filmes 2026

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