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A Menina Que Queria Ser Pedra: BH, 7 Maio, Santa Tereza

Curta de animação de Jackson Abacatu estreia no Cine Santa Tereza em 7 de maio. Saiba tudo sobre o novo filme do cineasta mineiro.

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Daniel Krust
··4 min de leitura
Animação artesanal com páginas de livros antigos e tinta nanquim do curta A Menina Que Queria Ser Pedra, de Jackson Abacatu

A Menina Que Queria Ser Pedra: o novo curta de Jackson Abacatu estreia em Belo Horizonte

Belo Horizonte recebe amanhã, 7 de maio de 2026, uma das estreias mais singulares do cinema de animação brasileiro do ano. Com entrada livre e sessão às 19h, o Cine Santa Tereza abre as portas para o público conhecer A Menina Que Queria Ser Pedra — o mais recente trabalho do cineasta, artista visual e músico Jackson Abacatu.


O que é "A Menina Que Queria Ser Pedra"?

O curta-metragem tem 9 minutos de duração, classificação livre e conta com tradução em Libras, tornando a experiência acessível a um público amplo. A produção é da Etama Produções — a própria produtora do diretor — e é fruto de um processo artístico radicalmente artesanal.

O resultado é um filme que une literatura, animação e matéria física numa experiência estética difícil de encaixar em caixinhas. O próprio título já entrega algo da poética de Abacatu: há ali uma tensão entre o orgânico e o mineral, entre o movimento e a imobilidade.


Uma técnica que você nunca viu no cinema

O coração de A Menina Que Queria Ser Pedra está no seu processo de criação — tão incomum quanto fascinante.

Abacatu utiliza páginas de livros antigos como base para a animação. As cenas nascem da disposição dessas páginas em diferentes posições, tamanhos e camadas — um processo raro no cinema contemporâneo. Cada movimento é primeiro desenvolvido em animação 2D e, em seguida, projetado e pintado manualmente sobre o papel com nanquim. As páginas são então organizadas em composições físicas — de um a vários livros simultaneamente — e capturadas em sequência.

O efeito final é uma experiência visual quase tátil, marcada por sobreposições, texturas e múltiplas camadas de leitura. Não é só animação: é escultura em movimento.


A trilha sonora também é obra do diretor

Jackson Abacatu não terceirizou a identidade sonora do filme. A trilha foi criada e executada por ele mesmo, com destaque para um instrumento fora do comum: uma marimba de pedra (litofone) construída pelo próprio diretor. O instrumento é combinado com piano e handpan, criando uma atmosfera leve, imersiva e perfeitamente alinhada ao ritmo contemplativo das imagens.

É cinema total, no sentido mais artesanal da expressão.


Quem é Jackson Abacatu?

Jackson Abacatu nasceu em Belo Horizonte em 1982 e é formado em Cinema de Animação e Escultura pela Escola de Belas Artes da UFMG. Em 2026, o artista mineiro completa duas décadas de criação ininterrupta — e o número impressiona: ao longo dessa trajetória, dirigiu 18 curtas-metragens e 18 videoclipes, além de lançar dois álbuns de músicas autorais.

No cinema de animação, Abacatu transitou por técnicas como recorte, 2D tradicional, stop motion, animação em areia e pintura em vidro, sempre priorizando o processo artesanal e a experimentação estética.

Essa versatilidade já rendeu reconhecimento em festivais nacionais e internacionais, com exibições em países como Canadá, Portugal, Argentina, Espanha, Tanzânia e Irlanda, além de prêmios como Melhor Animação no 33º Festival Guarnicê de Cinema.


Onde ver além da estreia?

A Menina Que Queria Ser Pedra já está confirmado na programação do Olhar de Cinema — Festival Internacional de Curitiba, que acontece de 4 a 13 de junho de 2026. Ou seja, quem não puder ir ao Cine Santa Tereza amanhã ainda terá uma segunda chance no festival paranaense.

Até o momento da publicação desta matéria, não há informação sobre disponibilidade do curta em plataformas de streaming — o que é comum para obras em fase de circuito de festivais. Fique de olho nas redes do diretor em abacatu.com para atualizações.


Outros curtas de animação brasileira para maratonar

Se A Menina Que Queria Ser Pedra despertou seu interesse pelo cinema de animação independente do Brasil, aqui vão algumas obras de referência para contextualizar:

  • O Menino e o Mundo (Alê Abreu, 2013) — indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016
  • Vida Marinha (curta, animação experimental)
  • Pingo de Respiro (Jackson Abacatu, 2019) — do próprio diretor, disponível online
  • Controle de Tráfego (Jackson Abacatu, 2021)
  • Musicaixa (Jackson Abacatu, 2010) — premiado no Festival Guarnicê de Cinema

Serviço — Estreia de A Menina Que Queria Ser Pedra

Data 7 de maio de 2026 (quinta-feira)
Horário 19h
Local Cine Santa Tereza
Endereço Rua Estrela do Sul, nº 89, Bairro Santa Tereza, Belo Horizonte – MG
Duração 9 minutos
Classificação Livre
Acessibilidade Tradução em Libras
Entrada Gratuita (verifique disponibilidade de lugares)

Perguntas frequentes (FAQ)

Onde assistir A Menina Que Queria Ser Pedra?

A estreia acontece no Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, no dia 7 de maio de 2026, às 19h. O curta também está confirmado no Olhar de Cinema de Curitiba, de 4 a 13 de junho de 2026. Ainda não há informação sobre lançamento em streaming.

A Menina Que Queria Ser Pedra é indicado para crianças?

Sim. O curta tem classificação livre e conta com tradução em Libras, sendo acessível a toda a família.

Quem é o diretor Jackson Abacatu?

Jackson Abacatu é um artista visual, cineasta e músico mineiro, formado em Cinema de Animação e Escultura pela UFMG. Com 20 anos de carreira, dirigiu 18 curtas-metragens e já teve obras exibidas em festivais de vários países, incluindo Canadá, Portugal e Irlanda.

Tags:#animação#curta-metragem#cinema brasileiro#Jackson Abacatu#Belo Horizonte#estreia#cinema independente#Lançamentos

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